10 jul

Função do sistema imunológico na micropigmentação

Durante uma micropigmentação, o corpo humano trabalha muito para a completa e saudável recuperação da área atingida. Mesmo que o dano seja mínimo, a pele micropigmentada recebe uma agressão mecânica da agulha no tecido dérmico com a entrada do pigmento no organismo e, com isso, o sistema imunológico da pessoa entra em campo para remover esta que é considerado uma invasão por um corpo estranho. Todo esse processo nos leva a sentir dor, ardor, sensação de queimação, vermelhidão e sensibilidade e isso tudo é muito positivo, pois indica que o sistema imunológico está funcionando bem.

Além do sistema imunológico, responsável pela proteção e limpeza de agentes patógenos que poderiam vir a invadir o organismo, outro sistema do nosso corpo que entra em ação neste momento é o de reparação de dano, também conhecido como cicatrização.

sistema imunológico na micropigmentação
Micropigmentação

Células do Sistema Imunológico

As duas células mais importantes relacionadas à micropigmentação são os neutrófilos e o macrófago. Juntas representam a maior parte das células do sistema imunológico do nosso corpo.

O neutrófilo, popularmente conhecido como glóbulo branco, costuma ficar circulando na corrente sanguínea à procura de ameaças. Pelo seu aspecto de movimentação, ele vai ser o primeiro a trabalhar a proteção da área micropigmentada, liberando radicais livres e se aderindo as paredes dos vasos sanguíneos, porém, como não possui muita energia, seu tempo de ataque dura apenas o tempo suficiente para os macrófagos o substituir.

O macrófago tem sua origem no monócito, um tipo de linfócito produzido na medula óssea e é conhecido como uma célula de limpeza do corpo com grande importância na resposta imunitária, produzindo e expelindo moléculas que, entre outras funções, atraem e produzem outras células que irão se concentrar um local em que esteja ocorrendo uma reação inflamatória. Ela chega no local micropimentado em média de 12 a 24 horas depois da realização do procedimento e tem papel importante na imunidade adaptativa, fazendo que o organismo reconheça essas estruturas e crie estratégicas específicas para este pigmento ao longo dos anos.

Todo esse processo biológico e químico na região micropigmentada é essencial para surgir a quimiotaxia, que é quando o organismo concentra toda a sua movimentação celular em um único local, geralmente de lesão, permitindo que a cicatrização se realize por completo.

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